Como novos operadores brasileiros podem escolher hardware e software na ordem correta, sem confundir OCPP com aplicativo ou pagamento
O Novo Estágio da Operação de Recarga no Brasil
• O crescimento para 215.023 veículos leves eletrificados no primeiro semestre de 2026 e a expansão da rede para mais de 25 mil pontos mostram que a recarga está se tornando uma atividade operacional, não apenas uma instalação de equipamento.
• À medida que mais sites oferecem recarga, aumentam as necessidades de monitoramento, atendimento, tarifas, disponibilidade e integração entre diferentes carregadores.
• OCPP cria uma base aberta de comunicação, mas o operador ainda precisa escolher quais funções de plataforma realmente são necessárias para seu modelo de negócio.
1) Resposta curta: não necessariamente, mas o modelo de operação deve vir primeiro
• Um comprador não precisa ter a plataforma contratada para iniciar a seleção do carregador. Porém, precisa saber se o site será interno, gratuito, cobrado ao público ou integrado a uma rede existente.
• Essa definição muda requisitos de OCPP, RFID, conectividade, pagamento, relatórios e suporte.
• Comprar hardware sem considerar a operação pode gerar retrabalho, integração incompleta ou dependência de um sistema inadequado.
2) Quando uma plataforma pode não ser necessária no início
• Concessionárias, oficinas, empresas e pequenas frotas que utilizam um carregador internamente podem operar com controle local ou RFID, dependendo da configuração.
• Se não existe cobrança, aplicativo público ou múltiplos sites, uma plataforma completa pode adicionar custo e complexidade antes de existir demanda real.
• Ainda assim, escolher um carregador com OCPP preserva a possibilidade de conexão futura.
3) Quando a plataforma deve ser definida antes da implantação
• Operações públicas cobradas, estacionamentos com usuários externos, redes de hotéis, pequenos CPOs e projetos com múltiplos sites normalmente precisam de plataforma desde o início.
• O sistema deve administrar usuários, tarifas, sessões, disponibilidade, atendimento e dados financeiros.
• Quando Pix, cartão ou aplicativo fazem parte da proposta comercial, as integrações precisam ser confirmadas antes da inauguração.
4) O risco de comprar o carregador primeiro
• O carregador pode suportar OCPP, mas a versão, os perfis e as funções opcionais podem não coincidir com o backend escolhido depois.
• O hardware pode não incluir o modem, leitor ou configuração necessária para o modelo de autenticação planejado.
• A operação pode prometer pagamento ou aplicativo sem ter gateway, contrato e suporte local definidos.
5) Cliente com plataforma existente
• Envie os requisitos técnicos da plataforma antes do pedido: OCPP 1.6J ou 2.0.1, segurança, mensagens obrigatórias, conectividade e processo de teste.
• A NANCOME pode preparar o equipamento e participar da integração remota. A compatibilidade deve ser demonstrada por teste, não apenas por uma declaração genérica.
• Quem fornece a plataforma deve acompanhar configuração, credenciais e validação de sessões.
6) Cliente sem plataforma existente
• Defina número de carregadores, usuários, sites, cobrança, relatórios e suporte esperado.
• Compare plataformas por assinatura com base nas funções realmente necessárias. Evite selecionar apenas pelo preço mensal sem avaliar integração e atendimento.
• A NANCOME pode recomendar um parceiro, mas a plataforma permanece um serviço separado, com contrato e custos próprios.
7) Plataforma, aplicativo e pagamento não são a mesma coisa
• A plataforma administra carregadores e dados. O aplicativo é uma interface possível para o usuário. O pagamento envolve gateway, adquirente, banco e regras comerciais.
• Pix, cartão ou QR code não devem ser prometidos apenas porque o equipamento possui tela ou OCPP.
• Para alguns projetos, RFID e faturamento contratual são mais simples do que pagamento direto em cada sessão.
8) Por que OCPP reduz o risco de bloqueio
• OCPP facilita a comunicação entre hardware e sistemas de gestão de fornecedores diferentes, dando ao operador mais opções de integração e expansão.
• Entretanto, interoperabilidade real depende de versão, perfis, segurança e testes. O protocolo reduz o risco de bloqueio, mas não elimina a gestão técnica.
• A Open Charge Alliance mantém OCPP como padrão aberto. OCPP 1.6 permanece comum e OCPP 2.0.1 oferece capacidades mais avançadas.
9) Como escolher a configuração do carregador
• Para novos operadores brasileiros, comece com 40kW, 60kW ou 80kW conforme fluxo e capacidade elétrica, utilizando CCS2 como padrão.
• Defina uma ou duas saídas, 4G/LAN, RFID e OCPP de acordo com a plataforma e a forma de uso.
• Não selecione armazenamento de energia ou potência superior sem confirmar limitação de rede, frequência de uso e retorno esperado.
10) Papel da NANCOME
• A NANCOME combina fabricação de carregadores, sistemas de armazenamento e equipamentos de distribuição elétrica. Essa estrutura permite discutir hardware, requisitos de conexão e integração sem confundir as responsabilidades de cada fornecedor.
• A empresa possui experiência elétrica desde 1992 e oferece suporte de seleção, documentação, diagnóstico remoto, software e peças comuns.
• Instalação, aprovação, conformidade, atendimento local e operação da plataforma devem ser organizados com parceiros brasileiros qualificados.
11) Checklist de decisão
• O carregador será interno, gratuito ou cobrado?
• Quantos sites e usuários serão gerenciados?
• Existe plataforma OCPP ou será necessário contratar uma?
• Quais funções são realmente necessárias: RFID, aplicativo, Pix, cartão, relatórios ou múltiplos sites?
• Quem responderá por integração, suporte ao usuário, instalação e manutenção local?
Resultado:
Você não precisa necessariamente contratar uma plataforma antes de iniciar a compra, mas precisa definir o modelo de operação antes de fechar a configuração do carregador. Quando hardware, OCPP, plataforma e pagamento são tratados como camadas separadas, o projeto ganha flexibilidade e reduz riscos.



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