Como selecionar uma potência comercial compatível com a operação, a infraestrutura elétrica e o estágio atual da eletromobilidade brasileira
Panorama Atual da Eletromobilidade no Brasil
• Segundo a ABVE, o Brasil emplacou 215.023 veículos leves eletrificados no primeiro semestre de 2026, atingindo 15,8% do mercado. O crescimento amplia a necessidade de projetos de recarga mais profissionais, embora a demanda direta por carregamento esteja concentrada nos veículos plug-in.
• O levantamento ABVE/Tupi divulgado em junho de 2026 registrou 25.429 pontos públicos e semipúblicos de recarga, dos quais 8.601 eram carregadores rápidos DC. A expansão do DC foi de 32,8% em apenas três meses.
• De acordo com o Balanço Energético Nacional 2026 da EPE, 86,8% da matriz elétrica brasileira foi renovável em 2025. Esse contexto fortalece o potencial ambiental da eletromobilidade, mas não elimina a necessidade de verificar transformador, demanda disponível e condições locais de conexão.
1) Por que 40kW, 60kW e 80kW ganharam relevância comercial
• O mercado brasileiro está crescendo rapidamente, mas grande parte dos novos projetos ainda começa em concessionárias, oficinas, hotéis, estacionamentos, centros comerciais, pequenas frotas e operadores regionais. Esses locais normalmente precisam equilibrar velocidade de recarga, investimento e capacidade elétrica.
• Por isso, a primeira decisão não deve ser escolher o maior número da ficha técnica. A faixa de 40kW a 80kW costuma ser mais compatível com projetos de entrada e expansão gradual, especialmente quando a utilização inicial ainda precisa ser comprovada.
• A NANCOME trabalha com uma linha global mais ampla de equipamentos DC, armazenamento de energia e distribuição elétrica. Para o Brasil, porém, a recomendação deve começar por carregador DC 40kW, carregador DC 60kW ou carregador DC 80kW conforme o cenário real.
2) Quando um carregador DC de 40kW é suficiente
• 40kW é uma opção prática para concessionárias, centros de serviço, oficinas, estacionamentos de menor fluxo e empresas que desejam testar a recarga DC antes de ampliar a operação.
• Essa potência pode reduzir a pressão sobre o transformador e sobre o orçamento de implantação, principalmente quando os veículos permanecem no local por tempo moderado e não existe uma fila contínua de usuários.
• Em projetos com espaço limitado, uma solução DC compacta ou de parede pode ser avaliada. A configuração final deve confirmar CCS2, quantidade de saídas, ambiente de instalação e alimentação trifásica.
3) Por que 60kW costuma ser o ponto de equilíbrio
• Um carregador DC 60kW CCS2 oferece uma experiência claramente comercial sem exigir, por padrão, a mesma infraestrutura de um projeto de alta potência. Por isso, é uma escolha recorrente para hotéis, estacionamentos, concessionárias, centros comerciais e pequenos operadores.
• 60kW também funciona bem como modelo principal para distribuidores e instaladores que desejam apresentar uma linha comercial DC no Brasil. Pode ser especificado com uma ou duas saídas, comunicação OCPP, 4G/LAN e RFID conforme o projeto.
• A potência nominal não garante que todo veículo receberá 60kW durante toda a sessão. A curva depende do veículo, do estado da bateria, da temperatura e da capacidade de aceitação do próprio automóvel.
4) Quando 80kW é a escolha mais coerente
• 80kW passa a fazer sentido quando existe maior frequência de sessões, menor tempo disponível por veículo ou necessidade de liberar a vaga mais rapidamente. Exemplos incluem locadoras, pequenas frotas, postos anexos e estacionamentos de maior giro.
• O ganho precisa ser comparado com o custo elétrico adicional. Transformador, cabos, proteção, quadro e demanda contratada podem pesar mais no investimento do que a diferença de preço entre dois carregadores.
• Antes de indicar 80kW, é importante confirmar número de sessões diárias, horários de pico, capacidade do site e o plano de expansão.
5) CCS2, uma ou duas saídas e distribuição de potência
• Para projetos comerciais brasileiros atendidos pela NANCOME, CCS2 deve ser o ponto de partida. GB/T não deve ser incluído como padrão sem uma necessidade específica de compatibilidade.
• Uma unidade de duas saídas não significa necessariamente que dois veículos receberão a potência nominal completa ao mesmo tempo. O comprador deve confirmar a lógica de compartilhamento e a prioridade entre as sessões.
• A decisão entre uma ou duas saídas deve considerar fluxo, layout das vagas, posição das portas de recarga, comprimento dos cabos e possibilidade real de dois veículos chegarem simultaneamente.
6) Verificações elétricas antes da escolha final
• Confirme tensão de entrada, disponibilidade de alimentação trifásica, capacidade do transformador, carga máxima atual, posição do quadro e distância aproximada dos cabos.
• A experiência da NANCOME em fabricação elétrica desde 1992 ajuda a analisar o carregador como parte de um sistema de potência, incluindo requisitos de conexão e integração com quadros de distribuição.
• O projeto elétrico local, a aprovação da concessionária, a obra civil, a instalação e a conformidade devem permanecer sob responsabilidade de engenheiros e empreiteiros qualificados no Brasil.
7) OCPP, plataforma e operação comercial
• Se o cliente já possui uma plataforma, o equipamento pode ser preparado para integração OCPP e testes de comunicação. A NANCOME trabalha com OCPP 1.6J e pode avaliar OCPP 2.0.1 conforme a configuração e o projeto.
• Se o comprador ainda não possui plataforma, pode ser indicada uma solução de parceiro com cobrança por assinatura e funções contratadas. OCPP não significa aplicativo gratuito nem pagamento local automaticamente incluído.
• RFID, gestão de usuários, tarifas, relatórios, Pix, cartão e outros meios de pagamento dependem da plataforma e dos provedores locais escolhidos.
8) Por que considerar a NANCOME
• No nancome.com, a oferta é organizada em DC EV Charger, Energy Storage Charging System e Power Distribution Cabinet & Box, permitindo discutir tanto o carregador quanto sua relação com o lado elétrico do projeto.
• Para aplicações comerciais, a NANCOME pode apoiar seleção de potência, CCS2, OCPP, requisitos de conexão, documentação de preparação, diagnóstico remoto, atualização de software e recomendação de peças sobressalentes comuns.
• A linha de carregadores de piso inclui opções para operação externa, serviço remoto e personalização conforme o projeto. Para o Brasil, essas capacidades devem ser aplicadas de forma objetiva, sem transformar potência alta ou armazenamento em recomendação automática.
9) Checklist para solicitar uma recomendação
• Tipo de site, quantidade de carregadores e fase do projeto: amostra, piloto ou implantação formal.
• Veículos atendidos, interface CCS2, tempo disponível para recarga e número de veículos simultâneos.
• Tensão, transformador, demanda disponível, distância de cabos e ambiente interno ou externo.
• Operação gratuita, interna ou cobrada; plataforma OCPP existente ou necessidade de avaliar um parceiro.
• Prazo de compra, responsável técnico local e pessoa responsável pela decisão comercial.
Resultado:
No Brasil atual, 40kW, 60kW e 80kW representam três níveis de implantação comercial. 40kW reduz a barreira de entrada, 60kW oferece um equilíbrio prático e 80kW atende operações com maior rotação. A escolha correta depende do uso, do veículo, da infraestrutura e da plataforma, não apenas da potência nominal.




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