Como Dimensionar um Projeto de Recarga DC para uma Frota Elétrica no Brasil

Como Dimensionar um Projeto de Recarga DC para uma Frota Elétrica no Brasil

Um método baseado em rotas, janelas de retorno, energia diária, simultaneidade e capacidade do site para frotas corporativas e locadoras

Panorama Atual de Frotas e Eletromobilidade no Brasil

•    O rápido crescimento dos veículos eletrificados em 2026 amplia a disponibilidade de modelos e cria novas oportunidades para locadoras, empresas de serviços, entregas urbanas e frotas corporativas. Nem todos os eletrificados utilizam tomada, portanto o projeto deve começar pela frota plug-in real.

•    A rede pública e semipública já superou 25 mil pontos em levantamento divulgado em junho de 2026, mas uma frota não deve depender apenas da rede pública. A recarga na base permite maior previsibilidade operacional.

•    A alta participação renovável da matriz elétrica brasileira fortalece o potencial de redução de emissões, mas a implantação em depósitos e garagens exige planejamento de demanda e coordenação com a infraestrutura local.

1) O projeto de frota começa pela operação, não pela potência

•    A pergunta principal não é “precisamos de 60kW ou 80kW?”, mas “quanta energia cada veículo precisa recuperar antes do próximo turno?”.

•    Registre quantidade de veículos, modelos, capacidade de bateria, quilometragem diária, consumo médio, horário de retorno e horário de saída.

•    Duas frotas com o mesmo número de veículos podem precisar de projetos completamente diferentes se uma retorna durante a noite e outra possui intervalos curtos entre turnos.

2) Calcule a energia diária que precisa ser reposta

•    A energia de recarga deve ser estimada a partir da distância diária e do consumo real dos veículos, adicionando margem operacional. Evite dimensionar pelo tamanho total da bateria quando a frota normalmente retorna com carga restante.

•    Considere perdas do processo e variações de rota, trânsito, temperatura, carga transportada e estilo de condução.

•    O resultado deve ser convertido em energia por janela de recarga e por grupo de veículos, não apenas em um total diário.

3) Defina as janelas de recarga

•    Veículos que ficam oito horas na base podem ser atendidos com uma estratégia diferente de veículos que retornam por apenas 60 a 90 minutos.

•    Organize as janelas por turno e identifique horários de maior concentração. Essa informação define potência, número de saídas e necessidade de gestão de carga.

•    Quando a frota consegue escalonar as chegadas, pode reduzir a potência simultânea e o custo da infraestrutura.

4) 60kW ou 80kW para a frota

•    Um carregador DC 60kW para frota elétrica pode atender operações com janelas previsíveis, recarga entre turnos moderada e quantidade limitada de veículos simultâneos.

•    80kW é mais adequado quando as janelas são menores, a utilização do carregador é mais frequente ou a rotação precisa ser maior.

•    A escolha deve ser simulada com a energia necessária por veículo e o tempo disponível. A potência adicional só gera valor quando a frota e a infraestrutura conseguem utilizá-la.

5) Simultaneidade e uma ou duas saídas

•    Confirme quantos veículos precisam carregar ao mesmo tempo. Esse número é mais importante do que a quantidade total de veículos da frota.

•    Um carregador de duas saídas pode reduzir espera, mas a potência pode ser compartilhada. O operador deve entender a potência disponível em cada cenário de uso.

•    Em algumas frotas, duas unidades de menor potência oferecem mais redundância do que uma única unidade de maior potência. A decisão depende de disponibilidade e custo.

6) Transformador, demanda e gestão de carga

•    O projeto deve levantar capacidade do transformador, carga máxima atual da base, tensão, alimentação trifásica, quadro, proteção e distância de cabos.

•    Se a demanda coincidir com outras cargas do depósito, a plataforma ou o controlador pode ajudar a programar sessões e limitar potência. Isso precisa ser testado com a arquitetura escolhida.

•    A NANCOME pode fornecer requisitos do carregador e apoiar a integração técnica. O estudo de demanda e o projeto elétrico devem ser feitos por profissionais locais.

7) OCPP, RFID e dados operacionais

•    OCPP permite conectar o carregador a uma plataforma de gestão. Para frotas, isso pode apoiar identificação por RFID, registro de energia, disponibilidade, alarmes e histórico de sessões.

•    Os dados ajudam a comparar consumo por veículo, uso por turno e tempo de ocupação. Eles também apoiam decisões de expansão.

•    A plataforma deve ser escolhida com base nas funções necessárias. Não é preciso adquirir um sistema complexo se a frota utiliza poucos carregadores e não cobra usuários externos.

8) Quando avaliar armazenamento de energia

•    Uma rede limitada não significa automaticamente que a frota precisa de bateria. Primeiro confirme frequência de recarga, custo de expansão, tarifa, demanda e tempo disponível para recarregar o sistema de armazenamento.

•    Armazenamento pode ser avaliado quando existe uma necessidade operacional clara e repetitiva que a rede não consegue atender de forma econômica.

•    A NANCOME possui Energy Storage Charging Systems, mas esses equipamentos devem ser tratados como solução de projeto, não como substituto padrão de um carregador DC conectado à rede.

9) Suporte e experiência da NANCOME

•    A base de fabricação elétrica da NANCOME desde 1992 ajuda a relacionar carregadores, quadros de distribuição e requisitos de conexão.

•    Para frotas brasileiras, a configuração inicial normalmente considera CCS2, 60kW ou 80kW, uma ou duas saídas, OCPP e conectividade 4G/LAN.

•    O suporte pode incluir documentação, diagnóstico remoto, atualização de software e recomendações de peças. Instalação e manutenção presencial dependem do parceiro local.

10) Checklist de RFQ para frotas

•    Quantidade, modelos e interface dos veículos.

•    Quilometragem, consumo e energia diária a repor.

•    Horários de retorno, saída e simultaneidade.

•    Tensão, transformador, demanda disponível e outras cargas da base.

•    Plataforma, RFID, relatórios, expansão e prazo de implantação.

Resultado:

Um projeto de frota bem dimensionado transforma rotas e horários em requisitos de energia e potência. 60kW ou 80kW devem ser escolhidos depois de calcular a energia a repor, a janela de recarga e a simultaneidade. Essa abordagem melhora previsibilidade e evita sobreinvestimento.

Reading next

How to Size a DC Charging Project for an Electric Fleet in Brazil

Leave a comment

All comments are moderated before being published.

This site is protected by hCaptcha and the hCaptcha Privacy Policy and Terms of Service apply.