OCPP para Recarga de Veículos Elétricos: o que Compradores Brasileiros Precisam Saber

OCPP para Recarga de Veículos Elétricos: o que Compradores Brasileiros Precisam Saber

Como separar carregador, protocolo e plataforma para construir uma operação conectada, escalável e sem promessas incorretas

Por que OCPP Ganha Importância no Mercado Brasileiro

•    O Brasil atingiu 25.429 pontos públicos e semipúblicos em levantamento divulgado em junho de 2026. À medida que a rede cresce, operadores precisam monitorar equipamentos, usuários e sessões em diferentes locais.

•    Os carregadores rápidos DC já representam aproximadamente 34% da rede pública e semipública medida pela ABVE/Tupi. Essa expansão aumenta a importância de integração, diagnóstico e gestão remota.

•    A Open Charge Alliance define OCPP como o protocolo aberto de comunicação entre estações de recarga e sistemas de gestão. OCPP 1.6 permanece amplamente utilizado, enquanto OCPP 2.0.1 oferece funções mais avançadas.

1) O que é OCPP

•    OCPP significa Open Charge Point Protocol. Ele funciona como uma linguagem padronizada entre o carregador e o Charging Station Management System, ou plataforma de gestão.

•    O protocolo permite que hardware e software troquem mensagens sobre estado, autorização, início e fim de sessão, medição, falhas e comandos remotos.

•    OCPP reduz dependência de uma integração totalmente proprietária, mas não garante que qualquer hardware funcione com qualquer plataforma sem configuração e teste.

2) Carregador, OCPP e plataforma são camadas diferentes

•    O carregador executa a conversão de energia, comunica-se com o veículo e controla a sessão.

•    OCPP define como o carregador troca informações com o backend.

•    A plataforma entrega funções de operação como usuários, tarifas, relatórios, aplicativos, múltiplos sites e integração de pagamento.

•    Comprar um carregador com OCPP não significa receber automaticamente uma plataforma gratuita.

3) OCPP 1.6J ou OCPP 2.0.1

•    OCPP 1.6J continua muito utilizado em projetos comerciais e suporta as funções essenciais para a maioria das operações: autorização, transações, medição, status, diagnóstico e atualização.

•    OCPP 2.0.1 inclui melhorias em segurança, modelo de dispositivo, gestão e carregamento inteligente, mas exige que carregador e plataforma suportem a mesma versão e os mesmos perfis funcionais.

•    A NANCOME trabalha com OCPP 1.6J e pode avaliar OCPP 2.0.1 conforme o modelo, a configuração e o projeto. A versão deve ser confirmada antes do pedido.

4) O que OCPP pode apoiar

•    Monitoramento de estado e disponibilidade do carregador.

•    Autorização de usuários e controle remoto de sessões.

•    Registro de energia, tempo e dados de transação.

•    Relatórios de falhas, eventos e suporte remoto.

•    Atualizações e parâmetros quando suportados pela implementação.

5) O que OCPP não resolve sozinho

•    OCPP não cria aplicativo, Pix, cartão, gateway financeiro ou suporte local.

•    O protocolo não substitui conexão de internet estável, instalação elétrica correta e plataforma bem configurada.

•    OCPP também não elimina a necessidade de testes. Duas implementações podem interpretar recursos opcionais de maneira diferente.

6) Cliente que já possui plataforma

•    Envie à NANCOME a versão OCPP, URL de teste, requisitos de segurança, mensagens obrigatórias e lista de funções.

•    Planeje uma fase de laboratório ou pré-comissionamento antes de enviar o equipamento ao site.

•    Teste conexão, BootNotification, autorização, início e fim de sessão, medição, alarmes e atualização. Registre os resultados e responsáveis.

7) Cliente que ainda não possui plataforma

•    Defina primeiro se o carregador será usado internamente, cobrado ao público ou gerenciado em múltiplos locais.

•    Para uma operação simples, RFID e registros básicos podem atender. Para CPOs e sites pagos, normalmente é necessária uma plataforma com usuários, tarifas, pagamento e suporte.

•    A NANCOME pode recomendar um parceiro de plataforma com cobrança por assinatura e funções contratadas. Essa solução não deve ser apresentada como backend gratuito da marca.

8) Pagamento no Brasil

•    Pix, cartão, QR code e aplicativo dependem da plataforma, do gateway e de integrações locais. O carregador precisa receber o comando correto, mas não executa sozinho todo o processo financeiro.

•    Antes da compra, confirme quem emite cobrança, quem atende o usuário, como são tratados estornos e quais taxas existem.

•    Para concessionárias, frotas e empresas, cobrança pública pode não ser necessária; RFID ou acesso autorizado podem simplificar a operação.

9) Conectividade e segurança

•    Escolha 4G ou LAN conforme a cobertura e a confiabilidade do local. Prepare plano de contingência para perda temporária de comunicação.

•    Confirme TLS, certificados, credenciais e regras de rede exigidas pela plataforma. Segurança deve ser tratada como requisito do projeto, não como configuração posterior.

•    O operador deve manter controle sobre usuários administrativos, registros e atualizações.

10) Como a NANCOME apoia a integração

•    O site nancome.com apresenta carregadores DC com arquitetura conectada, módulos de controle e integração OCPP. Para o mercado brasileiro, a configuração deve priorizar CCS2 e potências comerciais de 40kW, 60kW e 80kW.

•    A NANCOME pode fornecer parâmetros, documentação, suporte de configuração, diagnóstico remoto e atualização de software conforme o equipamento.

•    O fornecedor da plataforma e o integrador local devem participar dos testes. A NANCOME não deve prometer compatibilidade sem receber os requisitos do backend.

11) Perguntas antes de fechar o pedido

•    Qual versão e quais perfis OCPP a plataforma utiliza?

•    Quais funções precisam ser demonstradas no teste?

•    Como serão fornecidos endereço, certificados e credenciais?

•    Quem é responsável por pagamento, aplicativo e atendimento ao usuário?

•    Como serão feitos atualização, diagnóstico e suporte depois da instalação?

Resultado:

OCPP é essencial para conectar carregadores a uma operação inteligente, mas precisa ser tratado como protocolo, não como plataforma completa. Compradores brasileiros devem definir versão, funções, segurança, conectividade e testes antes da implantação. Essa clareza reduz integração incompleta e dependência desnecessária.

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