Um guia prático para concessionárias, estacionamentos, frotas e pequenos operadores brasileiros compararem flexibilidade, potência compartilhada e layout do site
Panorama da Recarga Comercial no Brasil – Mais Pontos DC Exigem Melhor Planejamento
• O Brasil alcançou 25.429 pontos públicos e semipúblicos de recarga em maio de 2026; 8.601 eram pontos rápidos DC, com crescimento de 32,8% em apenas três meses, segundo a ABVE.
• Com 215.023 veículos leves eletrificados vendidos no primeiro semestre de 2026 e participação de 15,8% no mercado, estacionamentos, concessionárias e frotas começam a receber mais usuários com necessidades diferentes.
• Nesse estágio, decidir entre um carregador DC de uma saída e um carregador DC de duas saídas afeta não apenas o equipamento, mas também vagas, circulação, potência disponível, plataforma e atendimento.
1) Resposta curta: duas saídas não são automaticamente melhores
• Duas saídas oferecem mais flexibilidade quando dois veículos podem precisar de recarga no mesmo período, mas o benefício depende da frequência real de uso e da forma como a potência é distribuída.
• Uma única saída pode ser mais adequada para oficinas, concessionárias em fase inicial, estacionamentos de menor fluxo e locais onde existe apenas uma vaga operacional.
• A escolha correta começa por sessões diárias, horários de pico, tempo de permanência, número de vagas e capacidade elétrica, e não pela aparência mais completa do equipamento.
2) Quando um carregador DC de uma saída faz sentido
• Um carregador DC de uma saída simplifica o layout, reduz a possibilidade de cabos cruzados e facilita o controle quando apenas um veículo é atendido por vez.
• É uma opção prática para recarga de veículos de teste, entrega e pós-venda em concessionárias, além de oficinas e pequenas frotas com agenda organizada.
• Em projetos de entrada, 40kW ou 60kW com uma saída podem oferecer recarga comercial CCS2 sem exigir uma operação mais complexa do que o site realmente precisa.
3) Quando duas saídas agregam valor operacional
• Um carregador DC de duas saídas é mais útil quando existe probabilidade real de dois veículos chegarem juntos ou quando o operador deseja manter duas vagas disponíveis para diferentes perfis de usuário.
• Estacionamentos comerciais, locadoras, frotas e pequenos pontos públicos podem ganhar flexibilidade, especialmente quando a permanência dos veículos não é totalmente previsível.
• O ganho vem da disponibilidade e da organização das filas, não da suposição de que cada veículo receberá a potência nominal completa ao mesmo tempo.
4) Entenda o compartilhamento de potência antes da compra
• Em muitos carregadores de duas saídas, a potência total é compartilhada. Um equipamento de 60kW pode distribuir a capacidade entre duas sessões conforme a arquitetura e a configuração.
• O comprador deve perguntar qual potência cada veículo recebe com uma sessão ativa, com duas sessões ativas e durante mudanças no estado de carga das baterias.
• A resposta precisa estar documentada na proposta técnica; expressões genéricas como “dual gun” não explicam a lógica de operação.
5) Compare fluxo de veículos, permanência e rotação das vagas
• Se os veículos permanecem por várias horas, duas saídas com potência compartilhada podem atender bem duas vagas sem exigir potência elevada.
• Se o objetivo é liberar rapidamente uma vaga em um ponto de maior rotação, pode ser preferível concentrar potência em uma sessão ou avaliar 80kW com lógica claramente definida.
• O número de conectores deve acompanhar o modelo de serviço: uso interno, recarga gratuita ao cliente, cobrança pública ou operação de frota.
6) Layout, cabos e proteção física também decidem
• Duas saídas exigem posicionamento que permita alcançar as portas de recarga sem bloquear circulação, cruzar cabos ou criar risco de colisão.
• O projeto deve confirmar posição do carregador, orientação das vagas, comprimento dos cabos, defensas, base, drenagem, iluminação e acesso para manutenção.
• A instalação externa deve utilizar configuração apropriada ao ambiente. A linha de carregadores de piso da NANCOME inclui opções IP54, operação remota e projeto personalizável conforme a configuração.
7) Plataforma, RFID e regras de uso
• Com duas saídas, a plataforma deve identificar corretamente cada conector, sessão, usuário e medição de energia.
• OCPP permite integrar o carregador a um backend compatível, mas cobrança, aplicativo, Pix, cartão e relatórios dependem da plataforma contratada.
• Para uso interno, RFID ou autorização local podem ser suficientes. Para operação pública, regras de fila, tarifa e suporte ao usuário precisam ser definidas antes da abertura.
8) Como aplicar a lógica a 40kW, 60kW e 80kW
• 40kW com uma saída é uma base prática para concessionárias, oficinas e locais de menor fluxo; duas saídas só devem ser escolhidas quando a simultaneidade for real.
• 60kW pode funcionar como opção equilibrada para sites comerciais, com uma ou duas saídas de acordo com o fluxo e a distribuição de potência.
• 80kW pode melhorar a rotação em frotas e estacionamentos mais ativos, desde que transformador, carga máxima e frequência de sessões justifiquem a potência.
9) Como a NANCOME apoia a configuração
• A NANCOME fabrica carregadores DC, sistemas de armazenamento e equipamentos de distribuição elétrica, combinando conhecimento de hardware com entendimento da infraestrutura de potência.
• Para projetos brasileiros, a configuração deve priorizar CCS2, OCPP, 4G/LAN e RFID conforme o uso, sem adicionar interfaces ou funções que não tenham demanda confirmada.
• O suporte pode incluir seleção, requisitos de conexão, documentação, diagnóstico remoto, atualização de software e recomendação de peças comuns; instalação e conformidade permanecem com equipes locais qualificadas.
10) Checklist para a decisão de compra
• Quantos veículos chegam por dia e quantos podem chegar ao mesmo tempo?
• A potência será dedicada a um veículo ou compartilhada entre duas saídas?
• O site possui uma ou duas vagas adequadas, plataforma OCPP, alimentação trifásica e capacidade de transformador confirmada?
11) Próximo passo
• Envie o layout das vagas, o fluxo estimado, a janela de recarga e as informações elétricas para receber uma recomendação de uma ou duas saídas.
• Solicite a curva de distribuição de potência e confirme o comportamento com duas sessões antes de fechar a configuração.
• Defina por escrito as responsabilidades do fabricante, da plataforma, do instalador e do operador local.
Resultado:
Um carregador de duas saídas é vantajoso quando o site realmente precisa atender dois veículos e entende como a potência será compartilhada. Para projetos mais simples, uma saída pode reduzir complexidade e manter melhor aproveitamento da potência. A decisão deve combinar fluxo, layout, infraestrutura elétrica e modelo de operação.
Fontes de mercado: ABVE Data (vendas e infraestrutura de recarga, 2026) e EPE/BEN 2026 (matriz elétrica, ano-base 2025).



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