Como concessionárias, oficinas e redes de manutenção podem usar 40kW e 60kW para entrega, test-drive, diagnóstico e pós-venda sem investir além da necessidade real
Panorama Automotivo – Mais Modelos Eletrificados Exigem Nova Estrutura de Serviço
• O Brasil vendeu 215.023 veículos leves eletrificados no primeiro semestre de 2026, alcançando 15,8% de participação no mercado, segundo a ABVE.
• A oferta chegou a 350 modelos eletrificados no período, incluindo 192 opções 100% elétricas, ampliando a variedade atendida por concessionárias e centros de serviço.
• Com mais veículos plug-in em circulação e início de produção nacional, a recarga interna passa a apoiar entrega, demonstração, manutenção e experiência do cliente.
1) A recarga da concessionária é diferente de uma estação pública
• A concessionária não precisa dimensionar o projeto como um hub de rodovia. O objetivo é manter veículos disponíveis para test-drive, entrega, diagnóstico e movimentação interna.
• O carregador pode atender veículos programados, com equipe treinada e janela de recarga conhecida, reduzindo a necessidade de potência excessiva.
• Por isso, o ponto de partida deve ser a rotina da operação, e não a maior potência oferecida no mercado.
2) Por que 40kW é um ponto de entrada prático
• Um carregador DC 40kW pode recuperar energia com mais rapidez do que uma solução AC e atender veículos de demonstração, entrega e pós-venda dentro de uma janela comercial.
• Para locais com espaço limitado, uma solução DC de parede de 20kW a 40kW pode reduzir ocupação de piso e integrar OCPP conforme a necessidade.
• 40kW também ajuda a controlar o impacto elétrico inicial, desde que a capacidade do transformador e a carga máxima sejam confirmadas.
3) Quando 60kW passa a ser mais adequado
• Um carregador DC 60kW faz sentido quando a concessionária atende maior volume de veículos, possui entregas frequentes, oficina ativa ou mais de uma unidade de negócio no mesmo site.
• A potência adicional pode reduzir o tempo entre a chegada do veículo, a inspeção e a devolução ao cliente, mas só gera valor quando existe utilização recorrente.
• Uma configuração de piso com CCS2, OCPP, 4G/LAN e RFID pode apoiar operação interna e futura integração a uma plataforma.
4) Organize quatro fluxos de recarga
• Test-drive: mantenha veículos de demonstração com nível de energia suficiente antes do horário de atendimento.
• Entrega: planeje a recarga final antes da retirada, evitando entregar um veículo com bateria insuficiente.
• Pós-venda e diagnóstico: use a recarga como parte do processo técnico quando testes, atualizações ou reparos exigirem determinado estado de carga.
5) CCS2 e confirmação de compatibilidade
• Para projetos brasileiros, CCS2 deve ser a interface principal de análise, inclusive para veículos produzidos localmente que adotam esse padrão.
• A concessionária deve listar marcas, modelos e tensões de bateria que serão atendidos, evitando adicionar conectores sem necessidade real.
• A faixa de tensão e a corrente do carregador devem ser compatíveis com os veículos e com o perfil de uso do centro de serviço.
6) Uma ou duas saídas para a concessionária
• Uma saída é suficiente quando a equipe agenda a recarga e utiliza uma vaga dedicada.
• Duas saídas podem ser úteis em centros maiores, mas é necessário entender a distribuição de potência e evitar que dois veículos reduzam o desempenho esperado sem planejamento.
• O layout deve prever circulação, cabos, proteção física, acesso técnico e sinalização para impedir que a vaga seja usada como estacionamento comum.
7) Instalação interna, externa e espaço disponível
• Ambientes internos ou semiexternos podem favorecer soluções compactas; áreas externas exigem proteção apropriada, base, drenagem, iluminação e segurança contra impactos.
• A linha DC de parede da NANCOME foi desenvolvida para aplicações comerciais com espaço limitado, enquanto os modelos de piso atendem projetos que precisam de maior potência e flexibilidade.
• A decisão entre parede e piso deve considerar ventilação, manutenção, rota de cabos e expansão futura, não apenas aparência.
8) OCPP e plataforma: use apenas o nível necessário
• Uma concessionária que utiliza o carregador internamente pode operar com RFID ou controle local, sem contratar imediatamente uma plataforma pública completa.
• OCPP preserva a possibilidade de integrar monitoramento, relatórios e múltiplas unidades no futuro.
• Aplicativo, pagamento e Pix só devem ser incluídos quando a concessionária pretende oferecer recarga pública e já definiu a plataforma responsável.
9) Verificação elétrica antes da instalação
• Confirme alimentação trifásica, tensão de entrada, capacidade do transformador, carga máxima, quadro de distribuição, proteção, aterramento e distância de cabos.
• Avalie simultaneidade com elevadores automotivos, compressores, climatização, oficina e demais cargas do prédio.
• Projeto elétrico, obra, aprovação e conformidade devem ser executados por engenheiros e instaladores qualificados no Brasil.
10) Por que trabalhar com a NANCOME
• A NANCOME reúne mais de 30 anos de experiência em fabricação elétrica e uma linha que inclui carregadores DC, armazenamento de energia e distribuição de potência.
• A empresa oferece seleção de configuração, personalização, requisitos de conexão, documentação, suporte remoto, software e recomendações de peças comuns.
• A responsabilidade local por instalação e manutenção presencial deve permanecer clara, reduzindo riscos para a concessionária e para o parceiro instalador.
11) Checklist do projeto para concessionárias
• Quantos veículos de test-drive, entrega e pós-venda precisam de recarga por dia?
• 40kW atende a janela disponível ou 60kW é necessário para aumentar a rotação?
• O site precisa de parede ou piso, uma ou duas saídas, OCPP, RFID e operação interna ou pública?
12) Próximo passo
• Solicite uma recomendação de carregador para concessionária com base nos veículos, rotina e informações elétricas reais.
• Envie fotos do local, layout, distância do quadro e dados do transformador para uma avaliação preliminar.
• Planeje treinamento da equipe, rotina de recarga e responsáveis pelo suporte antes da entrega do equipamento.
Resultado:
Para muitas concessionárias e oficinas brasileiras, 40kW é um ponto de entrada prático e 60kW é uma evolução coerente quando o volume de veículos aumenta. O melhor projeto mantém carros disponíveis para venda e serviço, utiliza CCS2, preserva integração OCPP e respeita a capacidade elétrica do local.
Fontes de mercado: ABVE Data (vendas e infraestrutura de recarga, 2026) e EPE/BEN 2026 (matriz elétrica, ano-base 2025).



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